sábado, 17 de julho de 2010

Eu odeio minha dependência.

Eu odeio, odeio em mim ser tão dependente das outras pessoas para me sentir feliz. Se alguém me diz alguma coisa negativa sobre mim aquilo se torna fato com prova irrefutável e nada que eu diga ou pense vai mudar isso, como se qualquer outra pessoa no mundo soubesse muito mais do que eu sei sobre mim mesma. Sou dependente de todo mundo para ser feliz, não consigo estar sozinha e feliz ao mesmo tempo, deposito todas as minhas esperanças em determinadas pessoas e a medida que eu o faço ,elas me decepcionam e eu me sinto miseravelmente infeliz.
Quero largar os outros, quero esquecer a opinião de todo mundo, quero parar de controlar a presença das pessoas que eu amo na minha vida para que eu me sinta significativamente alegre no fim do dia.
Quero poder não morrer de chorar por apenas não ter conseguido ver meu namorado no fim de semana, e entender que as vezes as pessoas possuem compromissos que não me envolvem.
Pra isso, preciso aprender que não devo disponibilizar minhas energias, meu tempo, meu pensamento, meu dinheiro para agradar os outros, para ver alguém, pois muito raramente serei retribuída e ao acontecer isto eu simplesmente não vou entender. Preciso perder a paixão descabelada e desesperada por outros.
Aiii , mais é tão difícil. Por que eu não posso simplesmente ir para perto de quem eu gosto? Porque eu não posso esperar ser retribuida com o mesmo carinho e dedicação que eu dou? Porque não posso ser impulsiva? Porque não sou amada da mesma maneira como eu amo? Se eu não sou idolatrada como idolatro, quer dizer que eu não sou amada? SIM SIM SIM! Ou não!?

terça-feira, 13 de julho de 2010

De lagarta a borboleta, quero ser uma nova eu

   Já não é de hoje que eu não estou satisfeita comigo, com a minha aparência, minhas atitudes, minhas atividades, as pessoas com quem eu convivo, minha perspectivas... com tudo(?). Não, com quase tudo. Eu não me odeio, eu gosto de mim e de todas as outras coisas, não completamente, apenas a base. Acho que o "alicerce" de mim está bem construído, mas o resto .. Bom, o resto eu com certeza derrubaria e construíria de novo.
  E é por isso que eu fiz esse blog, porque eu quero mudar, quero registrar minhas mudanças como um meio de me ater a este plano e de poder observar os acontecimentos na minha vida.  Não vou me identificar ainda,  vou dar cara apenas aos meus medos, as minhas insatisfações, aos meus resultados e aos meios de chegar até eles.
  Quando caiu a última gota? Quando li Martha Medeiros.(texto a baixo). Vi que era aquilo que eu queria ser " mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente" . Quem conhece este texto sabe que ela que ser "mais" para ele e este é meu caso também, mas eu não tenho um só ele, quero ser mais para o meu pai, meu amor, meu chefe, meu ego, meu futuro ... todos estes ele's que são meus fantasmas e minhas motivações.
   Finalizo com Martha Medeiros...



"  Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo “olha, não dá mais”. Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo,mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo?
  Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu “mas agora eu to comendo um lanche com amigos”. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não voltava pra mim?

  Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.
  Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito. Decidi ser uma mulher mais feliz, afinal, quando você é feliz com você mesma, você não põe toda a sua felicidade no outro e tudo fica mais leve. Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu.
  Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos e filha única Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que eu tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim. Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida. 
  Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres,rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris.
  Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar.Resultado disso tudo: silêncio absoluto.
  O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele. Ele quem mesmo?"